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Entendendo o Design Emocional na prática

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Ramon Sousa

O que você vai encontrar nesse texto:

  • O que é design emocional
  • Como diferentes níveis do design emocional podem impactar positivamente e negativamente no seu produto

Seguindo nos questionamentos do que fazem produtos engajarem e te levam a utilizar cada vez mais para escolher determinadas soluções no mercado. Hoje vamos entender como esses produtos podem se conectar às suas emoções.

As emoções

Trazendo para um lado técnico, emoções são respostas e reações (Psíquicas e físicas) desencadeadas por estímulos externos ou internos. Como por exemplo, sentir o cheiro da sua comida preferida ou a angústia de ouvir uma música que te lembra alguém muito especial.

Agora no contexto de UX, como um design pode trazer melhores ou piores emoções na interação de um usuário com um produto?

Segundo Don Norman, criador do livro Design Emocional, o design emocional é a preocupação em despertar certas emoções nos usuários finais, por meio do Design, com o intuito de estabelecer fortes conexões com os produtos.

Um exemplo são frascos de Ketchup, o que leva pessoas a escolherem um certo tipo de frasco ao invés de outro? Em alguns casos, usuários acabam preferindo um design que traga boas emoções, ainda que as funcionalidades não sejam tão efetivas assim.

Vamos abordar os 3 níveis do design emocional, segundo Norman.

Nível Visceral
O primeiro nível está ligado ao nosso subconsciente, ele é o responsável por fazer usuários acreditarem que um produto pode ter uma boa funcionalidade apenas por ser bonito. Cores vivas, cantos arredondados e uma boa diagramação chamam nossa atenção.

Nível Comportamental
Ainda que esse nível esteja ligado a uma ação de nosso subconsciente, o comportamental trata de ações ligadas a questões sensoriais, relacionadas controle sobre o produto. Um exemplo: “Nunca mais comprarei o produto X, minha experiência foi horrível e joguei dinheiro fora”.

Nível Reflexivo
Como o nome sugere, ele é o nível responsável por analisar o que está acontecendo, pode-se dizer que é a história que o produto conta e como ele eleva ou prejudica a imagem de quem o utiliza. Um relógio de marca cara pode conter as mesmas características de um relógio 5x mais barato, mas ainda sim o peso social (o status) que aquele produto carrega, pode influenciar e muito no momento de escolha de um usuário.

Conclusão
No geral, não existe fórmula mágica para garantir o sucesso de um produto, virada de chave se dá conhecendo bem cada uma das etapas citadas aqui ao mesmo tempo que se conhece e realizar diversos testes com a persona do seu produto. Mas agora você já entende o que pode aumentar as chances de seu produto ser amado e defendido pelos usuários, tipo aquele celular da maçã.